DNIT restringe circulação na ponte do Rio Jequitinhonha na Bahia

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) impôs uma restrição total à passagem de veículos pesados na ponte do Rio Jequitinhonha. A medida, em vigor na Bahia desde quinta-feira (15), proíbe o tráfego de caminhões com mais de dez eixos na BA-001.

A decisão ocorre após fiscalizações registrarem descumprimento sistemático das normas de peso. Laudos técnicos indicam que o excesso de carga compromete a segurança da estrutura, necessitando de intervenção imediata.

Laudo técnico justifica restrição do DNIT

A restrição na ponte foi fundamentada em avaliação de engenharia. O DNIT identificou que veículos ultrapassavam em até 30% o limite de peso por eixo estabelecido para a estrutura. Consequentemente, esse excesso acelerava o desgaste dos componentes principais da obra.

Especialistas alertam que a situação poderia levar a danos estruturais graves. Portanto, a medida é preventiva e visa garantir a segurança dos usuários. A ponte do Rio Jequitinhonha seguirá com circulação restrita até nova avaliação.

Localização estratégica da obra interditada

A estrutura sob restrição do DNIT localiza-se no km 42 da BA-001. Ela é a principal ligação rodoviária direta entre Alcobaça e Prado, no extremo sul baiano. Além disso, serve como rota alternativa crucial para o escoamento da produção agropecuária regional.

Com a interdição parcial, o fluxo de cargas pesadas foi redirecionado. Agentes federais implementaram desvios sinalizados e reforçaram a fiscalização nas cabeceiras da ponte. Veículos leves e de passageiros não sofrem alterações.

Impacto logístico na região

A restrição na Bahia gera impacto econômico imediato. Caminhões que utilizavam a ponte agora precisam desviar pela BR-101, aumentando o percurso em aproximadamente 45 quilômetros. Esse acréscimo eleva custos operacionais e tempo de viagem.

Setores como o de celulose e grãos são os mais afetados. Estimativas preliminares apontam aumento de 18% nos custos de frete para algumas rotas. Contudo, a medida é considerada necessária para preservar o patrimônio público.

Fiscalização intensiva precede decisão

A ação do DNIT foi precedida por operações conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal. Durante abril, foram realizadas blitzes que resultaram em mais de 50 autuações por excesso de peso. Os dados coletados confirmaram o padrão de infrações.

As normas descumpridas estão na Resolução CNT nº 789/2023. O documento estabelece limites precisos para dimensões e peso de veículos em rodovias federais. A restrição na ponte do Jequitinhonha é, portanto, aplicação da legislação vigente.

Contexto histórico da infraestrutura

A ponte do Rio Jequitinhonha foi inaugurada na década de 1960. Sua importância cresceu com o desenvolvimento econômico da região. Nos últimos anos, porém, o aumento do tráfego pesado pressionou os limites da estrutura original.

A atual restrição reacende o debate sobre modernização. Projetos de reforço estrutural ou construção de nova ponte são discutidos há década. Enquanto isso, a medida do DNIT serve como solução de urgência para um problema crônico.

restrição imposta pelo DNIT na ponte do Rio Jequitinhonha demonstra a importância do cumprimento das normas técnicas. A ação, embora cause transtornos logísticos temporários, é fundamental para a segurança coletiva e preservação do patrimônio.

O episódio reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura rodoviária. O equilíbrio entre desenvolvimento econômico e segurança nas estradas requer planejamento e fiscalização eficiente. A obediência aos limites de peso permanece como requisito indispensável.

Fontes Consultadas:

  • Boletim oficial do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

  • Dados da Superintendência do DNIT na Bahia

  • Registros operacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF)

  • Resolução CNT nº 789/2023 do Conselho Nacional de Trânsito

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