As eleições majoritárias no Brasil definem os cargos em que vence o candidato que obtém a maioria dos votos válidos, excluindo brancos e nulos. Nesse sistema, o eleitor escolhe diretamente uma pessoa, e não um partido.
Além disso, esse modelo se aplica aos cargos mais altos do poder público. Por isso, ele costuma gerar resultados mais objetivos e fáceis de compreender.
Diferentemente das eleições proporcionais, o foco está no desempenho individual do candidato. Assim, a contagem dos votos não depende de coeficientes partidários.
Quais cargos usam as eleições majoritárias no Brasil
Atualmente, o sistema majoritário elege os seguintes cargos:
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Presidente da República
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Governadores dos estados
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Prefeitos
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Senadores
No entanto, nem todos seguem a mesma regra. Enquanto alguns exigem maioria absoluta, outros funcionam por maioria simples. Dessa forma, o processo varia conforme o cargo disputado.
Leia também: Entenda a diferença entre eleições majoritárias e proporcionais
Maioria absoluta e maioria simples nas eleições majoritárias no Brasil
Maioria absoluta
A maioria absoluta ocorre quando o candidato alcança mais de 50% dos votos válidos. A legislação exige esse critério para:
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Presidente
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Governador
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Prefeito (em municípios com mais de 200 mil eleitores)
Caso ninguém atinja esse percentual, a Justiça Eleitoral convoca um segundo turno. Assim, apenas os dois mais votados seguem na disputa.
Maioria simples
Já a maioria simples define o vencedor pelo maior número de votos, mesmo sem ultrapassar 50%. Esse modelo vale para:
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Senador
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Prefeito (em cidades com até 200 mil eleitores)
Por isso, o Senado não realiza segundo turno, mesmo quando duas vagas estão em disputa simultaneamente.
Como funcionam as eleições majoritárias para o Senado
Nas eleições majoritárias no Brasil, o Senado possui regras específicas. Cada estado e o Distrito Federal elegem três senadores, com mandato de oito anos.
As eleições ocorrem de forma alternada:
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Em uma eleição, o eleitor escolhe um senador
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Na eleição seguinte, escolhe dois senadores
Nesse modelo, os candidatos mais votados ocupam as vagas disponíveis. Dessa forma, o sistema prioriza experiência e visibilidade política.
Quando acontece o segundo turno
O segundo turno só ocorre quando a lei exige maioria absoluta e nenhum candidato atinge esse percentual no primeiro turno.
Enquanto isso, nas eleições majoritárias de maioria simples, o resultado se define já na primeira votação. Assim, o sistema combina legitimidade democrática com praticidade.
Além disso, o segundo turno tende a concentrar o debate político, pois reduz as opções do eleitor a apenas dois candidatos.
Por que o Brasil adota o sistema majoritário
O Brasil adota o sistema majoritário porque ele fortalece a legitimidade dos cargos executivos. Ao exigir maioria absoluta, o modelo garante maior apoio popular.
Por outro lado, no Senado, a maioria simples permite pluralidade política. Dessa maneira, o Congresso reflete melhor a diversidade de opiniões existentes nos estados.
Diferença entre eleições majoritárias e proporcionais
Enquanto as eleições majoritárias no Brasil escolhem pessoas, as eleições proporcionais definem cadeiras partidárias. Deputados federais, estaduais e vereadores seguem esse segundo modelo.
Nesse caso, o desempenho do partido pesa tanto quanto o do candidato. Já no sistema majoritário, o voto é direto e pessoal.
As eleições majoritárias no Brasil desempenham papel central na escolha dos principais cargos públicos. Com regras claras sobre maioria absoluta e maioria simples, o sistema define quando há segundo turno e como os vencedores surgem das urnas.
Compreender esse funcionamento ajuda o eleitor a interpretar melhor o cenário político e as estratégias adotadas em cada eleição.
Fonte & Créditos: Deputado Notícias.
